Sábado eu assisti "500 Dias Com Ela" no cinema. Em inglês, "500 Days Of Summer" é um trocadilho bonitinho, pois a tal "ela" da história se chama, justamente, Summer. E aí summer em inglês significa verão, e então...Ah, vocês entenderam, né?
Bom, vou começar pela música. De fato, trata-se de um filme feito para jovens adultos moderninhos que gostam de Regina Spektor, The Smiths, Simon & Garfunkel, entre outros. Além de um The Clash e de um Pixies cantados pelos protagonistas no karaokê.
Comecei pela trilha sonora pois o diretor, Mark Webbs, é mais conhecido pelos clipes que dirigiu. Na realidade esta é sua estréia em longa-metragens. E não fez feio.
O filme recorta os 500 dias de relacionamento entre Tom -um rapaz apaixonado- e Summer - a garota que não acredita no amor - sob a perspectiva dele. Acompanhamos desde o primeiro dia em que se vêem, passamos pelo primeiro beijo, pelos momentos fofinhos, pelo fim do relacionamento e pelo pós-namoro e o que vem depois disso.
Ah, e o mais importante: não é uma história com final feliz. Mas não se preocupe, eu não estou contando o final. Quer dizer, estou, mas logo no começo do filme você já tem acesso a essa informação, então não estou estragando nenhuma surpresa.
A grande jogada do filme, fora as músicas - que por si só já são incríveis - é que trata-se de uma história apresentada de forma não-linear. Somos apresentados a um contador de dias o tempo todo. Começamos no dia 1, passamos diretamente para o dia 420, voltamos para o 37. E por aí vai. Desta maneira, aos poucos, vemos como foi o desenrolar deste relacionamento.
Há ótimas jogadas. Por exemplo, na cena em que Tom está muito feliz após ficar com ela (essa cena, surreal, é genial) e entra no elevador, que fecha a parta. Quando a porta abre, entretanto, a situação está diferente, pois o contador de dias pulou para o 437 e somos apresentados ao grande contraste de Tom no início do namoro e após o fim, quando ele está acabado e deprimido.
Genial e cruel a cena em que, após o fim do namoro, ele a reencontra. A tela é dividida entre duas cenas: o que acontece realmente e a expectativa do protagonista. É uma cena cheia de minúcias: na realidade Summer cumprimenta o rapaz com um abraço, na cena de expectativa ela o cumprimenta com um beijo. E temos diversos outros elementos, cruéis.
Como diz o cartaz, não é uma história de amor, mas sim uma história sobre o amor. É uma história clássica de "garoto conhece garota", mas apresentada de maneira tão interessante (a nã0-linearidade dos 500 dias) e com uma roupagem modernets (se passa no mundo da arquitetura, com cortes de cabelo legais e gravatas cools) que é difícil não gostar.
Eu gostei, chorei, ri bastante e sofri. É realmente um filme clássico de "garoto conhece garota", mas aborda esta temática de forma ultra criativa. O filme inicia com a seguinte declaração:
"O filme a seguir é uma história de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Especialmente você, Jenny Beckman. Vaca".
Esta mensagem do roteirista já nos mostra o que vem pela frente. Não um filme afetado, com clichês sobre o relacionamento. Mas um filme sincero, com todas as crises de ansiedade, equívocos da auto-estima e uma boa dose de humor que nos leva a desabar na tristeza nos momentos cruéis.
Se você acabou de sair de um relacionamento, deve assistir. Se você está feliz solteiro, deve assistir. Se você está estável e feliz namorando ou casado, deve assistir também.
Enfim, assista.
E por fim, o trailer. Em inglês, pois não consegui incorporar o legendado, que você vê aqui.
500 DAYS OF SUMMER - Intl. trailer C from PPC Film on Vimeo.



6 coment.:
Assistir o quê? Vc contou o filme todo! Oh céus, por que eu li esse post, por que, por que, por que????????????????????????????????
Assista tambem À Procura de Eric... cinema inglês, tem uma certa ingenuidade, muuuuuito humano, tem gente de verdade... até o ilusório.
O destaque do filme fica mesmo por conta da não-linearidade do desenrolar da história e da proposta até criativa de destrinchar as desventuras de um relacionamento.
Porém, a mensagem e a moral da história em si acabam remetendo aos velhos lugares-comuns de sempre.
Cara, eu simplesmente a-do-rei esse filme! Leve, charmoso, delicioso! Gostei tanto, mas tanto, que até escrevi sobre ele lá no meu blog (que não é sobre cinema, diga-se de passagem). Se puder me dar a honra:
http://marcelo-antunes.blogspot.com/2009/11/metade-da-laranja.html
Bem, man, é isso aí! E eu aqui, continuo sonhando com o zoião azul da Zooey. Ê, mulher... heheheheehe!
em que dia acontece o primeiro beijo?
por favor me responda em renateenha@gmail.com
Esse Marcelo A. depois desse "a-do-rei" quer enganar alguem fingindo que gosta de mulher.. puta q pariu , seu viadao enrustido de merda. grato pela atencao.
=)
Postar um comentário