domingo, 8 de novembro de 2009

Crítica: 500 dias com ela

Sábado eu assisti "500 Dias Com Ela" no cinema. Em inglês, "500 Days Of Summer" é um trocadilho bonitinho, pois a tal "ela" da história se chama, justamente, Summer. E aí summer em inglês significa verão, e então...

Ah, vocês entenderam, né?

Bom, vou começar pela música. De fato, trata-se de um filme feito para jovens adultos moderninhos que gostam de Regina Spektor, The Smiths, Simon & Garfunkel, entre outros. Além de um The Clash e de um Pixies cantados pelos protagonistas no karaokê.
Comecei pela trilha sonora pois o diretor, Mark Webbs, é mais conhecido pelos clipes que dirigiu. Na realidade esta é sua estréia em longa-metragens. E não fez feio.

O filme recorta os 500 dias de relacionamento entre Tom -um rapaz apaixonado- e Summer - a garota que não acredita no amor - sob a perspectiva dele. Acompanhamos desde o primeiro dia em que se vêem, passamos pelo primeiro beijo, pelos momentos fofinhos, pelo fim do relacionamento e pelo pós-namoro e o que vem depois disso.

Ah, e o mais importante: não é uma história com final feliz. Mas não se preocupe, eu não estou contando o final. Quer dizer, estou, mas logo no começo do filme você já tem acesso a essa informação, então não estou estragando nenhuma surpresa.

A grande jogada do filme, fora as músicas - que por si só já são incríveis - é que trata-se de uma história apresentada de forma não-linear. Somos apresentados a um contador de dias o tempo todo. Começamos no dia 1, passamos diretamente para o dia 420, voltamos para o 37. E por aí vai. Desta maneira, aos poucos, vemos como foi o desenrolar deste relacionamento.

Há ótimas jogadas. Por exemplo, na cena em que Tom está muito feliz após ficar com ela (essa cena, surreal, é genial) e entra no elevador, que fecha a parta. Quando a porta abre, entretanto, a situação está diferente, pois o contador de dias pulou para o 437 e somos apresentados ao grande contraste de Tom no início do namoro e após o fim, quando ele está acabado e deprimido.

Genial e cruel a cena em que, após o fim do namoro, ele a reencontra. A tela é dividida entre duas cenas: o que acontece realmente e a expectativa do protagonista. É uma cena cheia de minúcias: na realidade Summer cumprimenta o rapaz com um abraço, na cena de expectativa ela o cumprimenta com um beijo. E temos diversos outros elementos, cruéis.

Como diz o cartaz, não é uma história de amor, mas sim uma história sobre o amor. É uma história clássica de "garoto conhece garota", mas apresentada de maneira tão interessante (a nã0-linearidade dos 500 dias) e com uma roupagem modernets (se passa no mundo da arquitetura, com cortes de cabelo legais e gravatas cools) que é difícil não gostar.

Eu gostei, chorei, ri bastante e sofri. É realmente um filme clássico de "garoto conhece garota", mas aborda esta temática de forma ultra criativa. O filme inicia com a seguinte declaração:

"O filme a seguir é uma história de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Especialmente você, Jenny Beckman. Vaca"
.


Esta mensagem do roteirista já nos mostra o que vem pela frente. Não um filme afetado, com clichês sobre o relacionamento. Mas um filme sincero, com todas as crises de ansiedade, equívocos da auto-estima e uma boa dose de humor que nos leva a desabar na tristeza nos momentos cruéis.

Se você acabou de sair de um relacionamento, deve assistir. Se você está feliz solteiro, deve assistir. Se você está estável e feliz namorando ou casado, deve assistir também.

Enfim, assista.

E por fim, o trailer. Em inglês, pois não consegui incorporar o legendado, que você vê aqui.

500 DAYS OF SUMMER - Intl. trailer C from PPC Film on Vimeo.



quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Exposição de formandos...!

Um petit jabá. Eu mais 8 artistas super bacanas expondo. Colem lá!


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

JANE(LA) TINOAMERICANA

En el dia de todos los muertos musicas para morir...
Entao hoje janela e ponte ao memso tempo com voces "Puente celeste" ... que le aproveche!

... y la noche siempre le dará alimento a la herida,
se estremece y cálla su dolor otra vez
y la muerte es tan buena consejera en la vida
mejor cantar y merecer el baile del final.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Peter Capusotto, um cara estranho

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A arte de ser retardado.



Esse cara tem vários vídeos incríveis. Tem ele de canguru causando pela cidade, ele andando de Kart pelas ruas como se fosse o Mario.

Enfim, veja mais coisas dele aqui.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Big Miss Sunshine

Vídeo novo dos nossos amigos do GB com sua ultra-mega-boa câmera.

domingo, 25 de outubro de 2009

I LOVE LUCY

Volto a falar de clássico. Gostar dos clássicos é não correr o risco de ver ou ler coisa ruim, muito pelo contrário. Mas vicia. E a gente acaba criando uma zona de conforto. Claro que as novidades bem feitas estão aí pra surpreender, retratar e marcar a história do seu tempo.
Sem enrolação: acaba de ser lançada em DVD a primeira temporada (35 episódios em sete dvds) da série mais popular e de maior audiência na TV americana nos anos 50: "I Love Lucy". De 1951 a 1957, Lucille Ball (1911-1989) e Desi Arnaz (1917-1986) produziram e estrelaram 181 episódios da série sobre um casal meio fora dos padrões americanos e ao mesmo tempo com uma dinâmica que arrebatou toda a classe média conservadora.



A receita de "I love Lucy" foi seguida por aqui e resultou numa série muito bem sucedida, realizada pela TV Tupi. Ficou onze anos no ar, de 1953 a 1964 e revelou o jovem casal Eva Wilma e John Herbert. Chamava-se "Alô, Doçura", a primeira série com formato sitcom do Brasil.

sábado, 24 de outubro de 2009

por que não pensei nisso antes



Recebi essa por e-mail. Achei foda demais. Segue algumas e como veio o texto (clica pra ver maior):

Idéia para quem não tem nada pra fazer: o que fazer com uma "mosca morta"...
1º Mate umas moscas, mas com cuidado.
2º Deixe ao sol por 1 hora até secar.
3º Recolha as moscas, pegue lápis e papel... e deixe a imaginação fluir.

Seguem alguns exemplos:










quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sarau do Charles amanhã.


























E amanhã tem Sarau do Charles.
Vamos?

Dica: amanhã talvez seja "Sarau do Patrício".

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

SE NÃO TEM TU, VAI TU MESMO?

Vejam bem, eu não estou fazendo campanha pra ninguém. Eu só sei em quem não vou votar. Mas não dá pra ignorar uma defesa tão ridícula pra se votar no Serra (ou tirar o PT do governo), como essa aí embaixo. Pra causar mais espanto, essa opinião foi postada no blog mais serrista e mais PSDBista atualmente, o blog do Reinaldo Azevedo, da Veja:

"LG disse: outubro 19, 2009 às 7:58 am

Olha, Reinaldo, vou te dizer uma coisa: eu vou votar no Serra. Detesto o Serra, um socialista empedernido, estatista de quatro costados, dirigista, adorador do governo gigante tributador e da burocracia se metendo na vida das pessoas. Detesto o Serra, mas votarei nele pela simples e única razão de que Dilma e o PT são o horror. O governador de SP é ruim, mas Dilma e o lulismo são a própria expressão do inferno. E também, além do Serra, não há outro nome viável, infelizmente. Como conservador, vou tapar o nariz, tomar um engov e mandar Serra (putz!!). Porém, não será surpresa se o PSDB acabar perdendo essa eleição. Tem tudo pra conseguir perder: covardia e vaidade. Quem viver, verá…"
 
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